O Fran's Café anunciou em seu site que, a partir de 2025, não mais utilizará ovos originados de galinhas confinadas em gaiolas em sua cadeia de abastecimento. A decisão vem ao encontro do pedido da ONG Fórum Animal, maior rede de proteção animal no Brasil, que chegou a lançar uma petição online pedindo que a rede de cafeterias assumisse este compromisso. Em seu anúncio, o Fran's Café afirma: “Mantendo o compromisso com seus clientes de sempre oferecer produtos da mais alta qualidade, e ao mesmo tempo atento a causas sociais e ambientais justas, está se comprometendo com seus parceiros e fornecedores a utilizar em seus produtos apenas ovos produzidos por galinhas poedeiras livres de gaiolas, e completará essa transição até, no máximo, 2025. Trabalharemos lado a lado com nossa cadeia de suprimentos para que esse objetivo seja alcançado o quanto antes".
"O Fran's Café é uma grande franchising no Brasil oferecendo diversos produtos que contêm ovos em sua constituição, o que o torna responsável pela vida de milhares de aves poedeiras. O seu compromisso livre de gaiolas causará grande impacto, além de demonstrar que o setor corporativo de alimentos no Brasil está caminhando ao fim do cruel e arcaico confinamento de animais em gaiolas" declara Dra. Patrycia Sato, coordenadora de bem-estar animal do Fórum Animal. Com esta ação, o Fran's Café se une a quatro das maiores redes de cafeteria do país - Casa do Pão de Queijo, Rei do Mate, Starbucks e Megamatte - que já adotaram políticas de eliminar o uso de ovos produzidos por galinhas engaioladas em seus produtos. E além delas, diversas outras grandes empresas como McDonald’s, Subway, Burger King, Habib’s, Pizza Hut, KFC, Bob's, Cargill, Unilever, Barilla, Grupo Bimbo, Viena, Frango Assado, Spoletto, Domino's Pizza, Giraffa's, Divino Fogão, Bunge, Hemmer, GRSA, Sodexo, Apetit Serviços de Alimentação e LC Restaurantes, BRF e JBS também já adotaram esse comprometimento ético.
Mais de 95% das cerca de 100 milhões de galinhas usadas na produção industrial de ovos no Brasil passam suas vidas inteiras enclausuradas em gaiolas. No chamado sistema de gaiolas em bateria, as aves vivem tão apertadas que não podem sequer se virar ou abrir as asas. Cada gaiola confina de 5 a 10 animais juntos e fornece um espaço menor do que uma folha de papel A4 para cada ave. O uso de gaiolas em bateria convencionais já foi proibido em todos os países membros da União Europeia, Butão e Suíça. Outros países, como Nova Zelândia, Canadá e em sete estados norte-americanos já legislaram sobre o tema. Na Índia, terceiro maior produtor mundial de ovos, a maioria dos estados declarou que o uso de gaiolas em bateria viola a legislação federal anti-crueldade animal e o país, assim como a Austrália, discute uma proibição nacional. Em sistemas livres de gaiolas (cage-free em inglês), ao invés de viverem em gaiolas apertadas, as galinhas vivem em galpões – com ou sem acesso a áreas externas para pastorear. Nesses sistemas, elas podem realizar diversos comportamentos naturais que são importantes para o bem-estar da espécie como caminhar, ciscar, botar ovos em ninhos, tomar banhos de areia e empoleirar-se.
Fonte: Assessoria de Imprensa


sexta-feira, setembro 29, 2017
Caio
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